EDITORIAL “NADA, A RIGOR”
Laboratório de moda



Trabalho realizado na disciplina Laboratório de moda onde os alunos deveriam criar um editorial fotográfico bem como o desenvolvimento do tema, direção de arte, produção de moda, make-up e fotografia.

“Nada, a rigor”
Origem: Laboratório, a enciclopédia livre.

"Construtivismo significa isto: a idéia de que nada, a rigor, está pronto, acabado, e de que, especificamente, o conhecimento não é dado, em nenhuma instância, como algo terminado. Ele se constitui pela interação do indivíduo com o meio físico e social, com o simbolismo humano, com o
mundo das relações sociais; e se constitui por força de sua ação e não por qualquer dotação prévia, na bagagem hereditária ou no meio, de tal modo que podemos afirmar que antes da ação não há psiquismo nem consciência e, muito menos, pensamento."

Nada precisa ter um único significado, obvio e imediato. O importante é o momento de dúvida que precede a opinião e que bom seria se não houvesse opinião... pelo menos não as verbalizadas imediatamente, jorradas sem a espera do amadurecimento da imagem. Um editorial onde as formas humanas e geométricas se fundem e confundem.

Uma discussão da silhueta/modelagem. Através de fotografias PeB feitas em estúdio com longas exposições em alguns momentos e luz estourada provocando alto contraste e sombras expressivas pretendemos causar o estranhamento em relação ao que é retratado: o ser ou o objeto. Além do estranhamento e dúvidas causadas pelas imagens, propomos a confirmação de novas formas, novo shapes. Shapes que descaracterizam a organicidade do corpo feminino em prol de construções menos óbvias em alusão ao movimento construtivista.

Como referências, destacamos os artistas plásticos: Amilcar de Castro, Ligia Clark, Gordon Matta-Clarck, Hans Bellmer, Helio Oiticica, Rirkrit Tiravanija o estilista Gareth Pugh, os fotógrafos Man Ray, Helmut Newton e Ana Mendieta.